Uma investigação oficial concluiu que a morte da turista belga Celine Cremer, de 31 anos, numa área selvagem da Tasmânia foi causada por uma combinação de erros que se sobrepuseram. Ela saiu para caminhar na trilha de Philosopher Falls, no remoto noroeste da ilha australiana, em 17 de junho de 2023, e só foi reportada como desaparecida quase dez dias depois.
Segundo o legista responsável pelo caso, Celine se desviou da trilha quando o anoitecer chegou — e isso aconteceu apenas quatro dias antes do solstício de inverno, quando os dias são mais curtos e as noites chegam mais cedo e com mais frio. A falta de preparação adequada para o clima de quase zero grau foi apontada como um dos fatores decisivos.
A Tasmânia é conhecida por ter trilhas desafiadoras em áreas de natureza selvagem, onde as condições climáticas podem mudar rapidamente, especialmente no inverno. A região de Philosopher Falls fica numa área remota, o que complica qualquer operação de resgate.
O caso chamou atenção pelo longo intervalo entre o desaparecimento e o acionamento das autoridades — quase dez dias se passaram antes de alguém registrar o sumiço. Esse atraso certamente impactou as chances de um desfecho diferente.
A conclusão do legista aponta para a necessidade de maior conscientização entre turistas que visitam áreas isoladas da Austrália, especialmente no inverno. A combinação de imprevistos evitáveis foi o que o relatório chamou de ‘confluência de erros’.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE