Em ano eleitoral na Suécia, uma paciente com doença cardíaca hereditária aproveitou o espaço de carta de leitores do jornal Dagens Nyheter para cobrar dos políticos uma postura mais concreta em relação à chamada ‘vård personcentrerad’ — ou seja, um cuidado de saúde centrado no paciente.
Susanna Eriksson Lindberg, que vive com uma condição cardíaca hereditária, argumenta que o momento é ideal para que os políticos mostrem que o conceito de cuidado personalizado vai além de palavras bonitas em discursos de campanha.
A autora cita a Lei do Paciente sueca (Patientlagen) como base legal já existente para garantir que os pacientes tenham participação ativa nas decisões sobre seu próprio tratamento — e cobra que essa lei seja de fato cumprida.
A cobrança tem peso num contexto em que debates sobre filas, acesso e qualidade do sistema de saúde público sueco são temas recorrentes e sensíveis eleitoralmente.
Com as eleições se aproximando, a expectativa de Susanna — e provavelmente de muitos outros pacientes — é que os candidatos saiam do campo das promessas e apresentem medidas reais para garantir os direitos já previstos em lei.
Tags: saúde, suécia, eleições, direitos dos pacientes
Fonte: DN_SE