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Onde estão as mulheres? A brecha de gênero que a campanha eleitoral brasileira escancarou

As eleições municipais brasileiras jogaram luz sobre um problema antigo: a baixíssima representação feminina na política. A campanha mostrou, mais uma vez, um abismo enorme entre o que acontece nas ruas e o que acontece dentro dos partidos.

Mesmo sendo maioria do eleitorado, as mulheres seguem sendo minoria absoluta entre candidatos e candidatas. A presença feminina nas campanhas ficou restrita, na maior parte das vezes, ao papel de coadjuvante — apoiando maridos, companheiros ou líderes partidários homens.

Esse cenário não é novidade no Brasil. O país historicamente patina nos rankings de representação feminina na política, ficando atrás de boa parte da América Latina e muito distante de países europeus que já normalizaram a paridade de gênero em cargos eletivos.

A consequência direta disso é que pautas consideradas prioritárias para as mulheres — como segurança, saúde reprodutiva e combate à violência doméstica — continuam sendo debatidas majoritariamente por homens, o que afeta tanto a qualidade quanto a profundidade desse debate.

O quadro levanta uma pergunta sem resposta fácil: quando a política brasileira vai, de fato, refletir a diversidade da sociedade que diz representar? Por enquanto, a conta não fecha — e as urnas continuam sendo um espaço muito mais masculino do que deveriam.

Tags: eleições, mulheres na política, brasil, representação feminina

Fonte: ELPAIS

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