Marie Karlsson, proprietária de uma área em Pålänge, na região de Kalix, no norte da Suécia, está se recusando a aceitar uma mina de urânio no seu terreno. Mesmo com promessas de indenizações mais altas para os donos de terra, ela diz que não tem preço.
A posição de Marie é firme: para ela, uma mina de urânio deixaria marcas permanentes no solo. ‘Vão ser feridas para a eternidade’, disse ela, referindo-se ao que chama de ‘buracos venenosos’ que ficariam na paisagem.
Os protestos estão crescendo na região de Pålänge contra as chamadas sondagens experimentais — perfurações feitas para avaliar se o solo tem urânio em quantidade suficiente para exploração comercial. Ou seja, nem a mina em si começou, e já há resistência.
O caso reflete uma tensão que aparece em vários países europeus: de um lado, a demanda crescente por minerais estratégicos, incluindo urânio para energia nuclear; do outro, comunidades locais e proprietários que não querem ver suas terras transformadas em zonas de extração.
Ainda não está claro como a situação vai se resolver, mas a resistência de Marie e de outros moradores da região indica que a empresa interessada nas sondagens vai enfrentar um caminho bem mais difícil do que esperava.
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Fonte: SVT_NYHETER