Brasil e México estão se unindo para responder com firmeza às pressões de Donald Trump e das direitas latino-americanas. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Claudia Sheinbaum têm demonstrado sintonia política e disposição para enfrentar as hostilidades sem perder a compostura.
A estratégia dos dois líderes de esquerda é equilibrada: eles mostram firmeza no discurso, mas sem fechar a porta ao diálogo nem romper de vez com Washington. Ou seja, é aquele jogo de ‘falo o que preciso, mas não queimo a ponte’.
Esse alinhamento entre Brasil e México não é por acaso. Os dois países são as maiores economias da América Latina e, com governos progressistas no comando, acabam naturalmente se tornando referência para a região diante de um cenário internacional mais hostil.
O impacto dessa postura conjunta pode ser significativo: ao se apresentarem unidos, Lula e Sheinbaum ganham mais peso nas negociações e enviam um recado claro de que a América Latina não vai simplesmente engolir pressões externas sem reagir.
A tendência é que essa parceria Brasil-México continue sendo testada nos próximos meses, especialmente com as tensões comerciais e políticas que Trump tem alimentado com a região. Vale ficar de olho em como esse dueto vai se sair.
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Fonte: ELPAIS