O surto de ebola na República Democrática do Congo está sendo descrito como o que cresceu mais rápido na história da doença. Até agora, mais de 1.800 pessoas morreram, segundo as autoridades locais.
Além das mortes diretas pelo vírus, está surgindo uma crise paralela: mulheres grávidas estão evitando ir aos hospitais com medo de contrair ebola, e isso está aumentando a mortalidade materna na região.
O Congo já tinha um dos índices de mortalidade materna mais altos do mundo antes do surto. Com as grávidas fugindo dos serviços de saúde, esse número está piorando ainda mais.
Especialistas alertam para o que chamam de crise oculta — os danos invisíveis que uma epidemia causa além das mortes diretas pelo próprio vírus, afetando outros grupos vulneráveis que deixam de receber cuidados básicos.
A situação acende um alerta sobre como surtos de doenças infecciosas podem desestabilizar sistemas de saúde já frágeis, com consequências que vão muito além do número oficial de infectados.
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Fonte: SVT_NYHETER