Cinquenta dias após a entrada em massa de migrantes em Ceuta, a cidade espanhola no norte da África vive uma situação bem complexa: são mais de 10 mil pessoas entre centros oficiais e acampamentos improvisados pelas ruas. O mapa humano da cidade mudou bastante desde então, e o cenário segue em constante transformação.
Dos mais de 10 mil migrantes, cerca de 8.300 estão alojados em instalações oficiais. Mas tem mais: outros 4 mil estão nas ruas e em acampamentos improvisados, sem estrutura adequada. A situação ficou ainda mais movimentada depois de um desalojo realizado na última sexta-feira, o mais recente de uma série de mudanças na cidade.
Ceuta, que é território espanhol mas fica encravada no continente africano, sempre foi um ponto de entrada para quem tenta chegar à Europa. A chegada em massa recente, porém, sobrecarregou completamente a capacidade de acolhimento local, deixando as autoridades sem muito espaço de manobra para lidar com todos.
O impacto na cidade é enorme: a infraestrutura local não foi projetada para absorver esse volume de pessoas, e a presença de milhares de migrantes nas ruas cria tensões tanto logísticas quanto sociais. Os desalojos frequentes mostram que as autoridades ainda não encontraram uma solução estável para o problema.
Por enquanto, não há sinal de que a situação vai se resolver rapidamente. Com milhares de pessoas ainda sem abrigo fixo e os centros oficiais operando no limite, Ceuta deve continuar no centro das discussões sobre migração na Europa nas próximas semanas.
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Fonte: ELPAIS