O primeiro-ministro polonês Donald Tusk viajou a Kiev nesta quinta-feira, no 1.668º dia da guerra na Ucrânia. A visita acontece logo após ele soltar um aviso sério: a Rússia estaria planejando atacar não só a Ucrânia, mas também os aliados que apoiam o país.
Tusk foi direto ao ponto ao falar sobre as chances de paz: segundo ele, Moscou não vai sentar à mesa de negociações a menos que a Ucrânia aceite uma ‘capitulação total’. Em outras palavras, do jeito que a Rússia quer, não há negociação — há rendição.
Além disso, o premiê polonês alertou que o Kremlin está tentando tornar o inverno que vem ‘tragicamente crítico’ para os ucranianos — provavelmente se referindo a ataques à infraestrutura de energia, algo que a Rússia já fez em anos anteriores para deixar a população sem aquecimento e luz no frio.
A Polônia é um dos países mais engajados no apoio à Ucrânia desde o início da invasão em fevereiro de 2022, tanto por fronteira geográfica quanto por histórico de tensões com a Rússia. A visita de Tusk a Kiev reforça esse comprometimento num momento delicado.
Com o inverno se aproximando e os alertas de novos ataques no ar, o cenário para os próximos meses é de muita preocupação. A comunidade internacional vai acompanhar de perto se a Rússia realmente intensifica os bombardeios e como os aliados da Ucrânia vão responder.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE