Europa

Trem perto da fronteira polonesa é atacado pela Rússia — e Boris Johnson estava lá pertinho

Um trem de passageiros na rota Kyiv-Varsóvia foi atingido por um ataque russo a apenas 2 km da fronteira com a Polônia. O que deixou todo mundo ainda mais nervoso: pouco antes do ataque, o ex-primeiro-ministro britânico Boris Johnson, o ex-primeiro-ministro sueco Carl Bildt e o ex-diretor da CIA David Petraeus estavam em trens na estação de Yagodyn, bem pertinho do local atingido. Não houve vítimas, mas o susto foi grande.

A Ucrânia e a Polônia classificaram o ataque como uma ‘escalada’ da guerra. O ministro das Relações Exteriores polonês, Radoslaw Sikorski, foi a Kyiv e disse que os aliados precisam ‘dobrar’ o apoio à Ucrânia. O primeiro-ministro polonês Donald Tusk convocou uma reunião de emergência em Varsóvia e alertou que espera uma escalada russa ‘nas próximas semanas’, não descartando que o próprio território polonês possa ser afetado.

Zelenskyy afirmou que Moscou atingiu a locomotiva ‘deliberadamente’. A operadora ferroviária ucraniana Ukrzaliznytsia chegou a sugerir que Johnson e Petraeus podem ter sido os alvos do ataque — embora não tenha detalhado a distância exata entre eles e o trem atingido. O ministro das Relações Exteriores ucraniano chamou o ataque de ‘o terror de Putin batendo diretamente na porta da UE e da Otan’.

Enquanto isso, Donald Trump pediu que Zelenskyy pare de atacar refinarias de petróleo e infraestrutura de diesel na Rússia. Falando à imprensa na Irlanda, Trump disse que esses ataques estão causando escassez global de diesel e elevando os preços nos EUA a recordes. Ele tentou vincular a alta dos preços de combustível às ações ucranianas, e não ao conflito americano com o Irã. A Ucrânia, por sua vez, argumenta que a indústria de petróleo russa financia e abastece a guerra.

No campo diplomático, o Kremlin não descartou negociações com a Ucrânia e os EUA ainda em outubro. Zelenskyy disse que estaria disposto a encontrar Putin na cúpula do G20 em Miami, em dezembro, mas Moscou rejeitou a ideia, insistindo que qualquer reunião só poderia acontecer na capital russa. Em paralelo, Zelenskyy impôs sanções à sua ex-porta-voz Yuliia Mendel, acusando-a de espalhar propaganda russa — ela negou e chamou a medida de inconstitucional.

Tags: ucrânia, rússia, polônia, guerra, diplomacia

Fonte: GUARDIAN_EUROPE

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