A Ucrânia está se preparando para um inverno muito difícil. A Rússia, frustrada no campo de batalha, intensificou ataques diários contra civis, casas, escolas, hospitais e infraestrutura essencial. Ondas de mísseis balísticos e drones estão destruindo centros de distribuição de alimentos, instalações médicas e depósitos logísticos em Kyiv e outras cidades, causando um aumento nas baixas civis e escassez crescente de itens básicos.
Com o frio chegando, a expectativa é que a Rússia volte a atacar a rede elétrica e o fornecimento de água da Ucrânia, deixando milhões sem luz e aquecimento — uma tática já usada em invernos anteriores. O colunista Simon Tisdall, do The Guardian, descreve a situação como ‘a versão de Putin da escuridão ao meio-dia’: o líder russo parece preferir continuar destruindo a reconhecer qualquer derrota.
Segundo relatos, Putin teria dito a Donald Trump nesta semana que sua ‘operação militar especial’, agora no quinto ano, estava ‘seguindo o planejado’. Analistas ocidentais discordam: avaliam que a Rússia enfrenta pesadas baixas militares e pressão econômica e popular crescente para encerrar o conflito. Ainda assim, Putin aposta em um último grande esforço para quebrar a resistência ucraniana.
Trump voltou a se envolver na questão após meses de inércia, enviando seus enviados Jared Kushner e Steve Witkoff a Moscou no fim de semana passado — e pela primeira vez também a Kyiv. Para Tisdall, essa movimentação americana apenas alimenta as ilusões de vitória do Kremlin, enquanto as conversas de paz não saem do lugar e os ataques continuam sem parar.
O artigo é um artigo de opinião e termina com um apelo para que a Otan e as democracias ocidentais parem de ‘ficar de braços cruzados’. A mensagem central é que cada dia de inação diante dos ataques russos equivale a ser conivente com crimes contra a humanidade — e que o tempo para agir está se esgotando antes do inverno chegar de vez.
Tags: ucrânia, rússia, putin, guerra, otan
Fonte: GUARDIAN_EUROPE