A empresa de inteligência artificial Anthropic revelou que desenvolvedores russos usaram o seu modelo de IA, o Claude, para construir software destinado a drones de ataque ‘kamikaze’. A descoberta veio à tona no 1.662º dia da guerra na Ucrânia.
Além dos drones, a Anthropic também identificou que hackers utilizaram ferramentas de IA em ataques direcionados a alvos nos setores governamental, militar e diplomático da Ucrânia. Ou seja, a IA está sendo explorada em múltiplas frentes do conflito.
O uso de drones kamikaze — que basicamente voam até o alvo e explodem — já era uma marca registrada da guerra na Ucrânia, com ambos os lados usando esse tipo de armamento. A novidade aqui é a entrada da inteligência artificial no desenvolvimento desse tipo de tecnologia.
O caso levanta questões sérias sobre como empresas de IA conseguem (ou não) impedir que suas ferramentas sejam usadas para fins militares e ofensivos. A Anthropic, assim como outras big techs do setor, possui políticas de uso que proíbem aplicações bélicas — mas, na prática, controlar isso é bem complicado.
A tendência é que casos como esse aumentem a pressão sobre as empresas de IA para reforçarem seus mecanismos de detecção e bloqueio de usos maliciosos. Por enquanto, o episódio serve de alerta: a corrida armamentista também chegou ao mundo da inteligência artificial.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE