Bengt Westerberg, ex-líder do Partido Liberal sueco, escreveu um artigo defendendo que a identidade cultural da Suécia foi moldada, em grande parte, por imigrantes e por influências estrangeiras. Para ele, o que chamamos de “sueco” é, na verdade, resultado de uma mistura constante de culturas ao longo do tempo.
O argumento central de Westerberg é que o novo cânone cultural sueco — uma lista de obras e instituições consideradas representativas da cultura do país — revela algo curioso: muitos dos trabalhos e espaços mais icônicos da Suécia foram criados por imigrantes ou nasceram de ideias vindas de fora.
O cânone cultural sueco é uma iniciativa recente do governo para definir quais obras e expressões culturais representam melhor a Suécia. A ideia gerou debate no país, especialmente sobre o que significa ser “genuinamente sueco” num mundo cada vez mais conectado.
Ao apontar a presença de imigrantes na construção dessa cultura, Westerberg questiona narrativas que tratam a cultura sueca como algo puro ou isolado. O texto funciona como um contraponto a discursos mais fechados sobre identidade nacional.
A provocação de Westerberg chega num momento em que a imigração segue sendo um dos temas mais quentes da política sueca. A mensagem dele é clara: fechar a porta para o mundo seria ignorar justamente o que fez a Suécia ser o que ela é hoje.
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Fonte: DN_SE