A Suécia pode estar vivendo um ano recorde de casos de tularemia, a chamada ‘febre do coelho’ ou harpest em sueco. A doença, causada pela bactéria Francisella tularensis, está chamando atenção de pesquisadores que tentam entender por que alguns anos concentram muito mais casos do que outros.
A pesquisadora Lovisa Hökby, doutoranda no departamento de vida selvagem, pesca e meio ambiente da SLU (Universidade de Ciências Agrícolas da Suécia) em Umeå, afirma que ainda há muita coisa sem resposta. Segundo ela, não está claro como, onde e quando as pessoas se infectam, nem o que explica esses picos em determinados anos.
A tularemia é uma doença infecciosa que pode ser transmitida por animais selvagens, como lebres e roedores, além de insetos como mosquitos e carrapatos. Em humanos, pode causar febre alta, úlceras na pele e inflamação dos gânglios linfáticos, dependendo da forma de contágio.
O fato de 2025 poder se tornar um ano recorde preocupa as autoridades de saúde, já que surtos maiores exigem mais atenção médica e investigação epidemiológica. A falta de respostas sobre os padrões de transmissão dificulta a criação de estratégias eficazes de prevenção.
Os pesquisadores continuam investigando os fatores ambientais e ecológicos que podem influenciar esses picos de casos. Por enquanto, a recomendação é cautela em áreas rurais e atenção a picadas de insetos durante atividades ao ar livre no verão sueco.
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Fonte: SVT_NYHETER