O governo sueco foi bastante criticado por ter pegado emprestado uma quantidade incomum de dinheiro durante o mandato atual. Agora, os dois principais candidatos à chefia do governo prometem apertar o cinto das finanças públicas caso vençam as eleições.
Tanto Ulf Kristersson, do partido Moderaterna (M), quanto Mikael Damberg, do Partido Social-Democrata (S), fizeram a promessa de colocar ordem na casa fiscal no próximo mandato. Kristersson foi direto: ‘Todas as reformas permanentes de gastos no próximo mandato precisam ser financiadas.’
A crítica ao endividamento do governo não é novidade na política sueca. Gastar mais do que se arrecada é sempre um ponto sensível no debate público do país, que tem tradição de prezar pelo equilíbrio das contas do Estado.
Se a promessa for cumprida, isso significa que qualquer nova despesa permanente precisará ter uma fonte de receita correspondente — ou seja, sem ‘cheque especial’ para bancar reformas. O impacto pode ser sentido em áreas como saúde, educação e bem-estar social, que costumam ser alvo de propostas eleitorais.
Agora é esperar para ver se o discurso de responsabilidade fiscal vai se manter depois das urnas. Com os dois lados fazendo a mesma promessa, o tema das finanças públicas deve esquentar ainda mais o debate eleitoral sueco nas próximas semanas.
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Fonte: SVT_NYHETER