No dia 8 de julho, ao fim da cúpula da OTAN em Ancara, na Turquia, Donald Trump deixou o país de um jeito que ninguém esperava: em sigilo total. A imprensa que cobria o evento acreditava estar viajando no mesmo avião que o presidente — o famoso Air Force One — mas não estava.
O que aconteceu de verdade foi revelado na segunda-feira pelo Washington Post e pelo New York Times: Trump foi transferido discretamente para outro avião por conta de ameaças vindas do Irã. A troca foi feita sem que os jornalistas presentes percebessem na hora.
Esse tipo de medida de segurança não é exatamente comum, e o episódio chamou atenção justamente por mostrar o quanto a situação foi tratada com urgência — e, segundo a imprensa americana, com uma certa dose de improviso. A tensão entre os Estados Unidos e o Irã já vinha em alta nos últimos tempos.
Na terça-feira, questionado sobre o ocorrido, Trump respondeu de forma bem direta: “Segui o que disseram o Serviço Secreto e os militares.” Ou seja, ele mesmo confirmou que a mudança de rota foi uma decisão da equipe de segurança, não dele.
O caso acende um alerta sobre como está funcionando o esquema de proteção ao presidente americano — com relatos de que o dispositivo de segurança tem operado de forma tensa e pouco coordenada. Vai render mais discussão nos próximos dias, pode apostar.
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Fonte: LEMONDE