A chegada de Abelardo de la Espriella à presidência da Colômbia é mais um capítulo de uma virada política que vem tomando conta das Américas. Líderes e forças de ultradireita estão avançando pelo continente e redesenhando o mapa político da região.
Esse movimento representa uma tendência clara: governos e candidatos com perfil mais radical à direita estão ganhando espaço em vários países americanos. A Colômbia entra agora nessa lista, consolidando um cenário que já vinha se desenhando há alguns anos.
O avanço não é uniforme, porém. México e Brasil aparecem como exceções relevantes nesse panorama, mantendo governos de outro perfil político enquanto os vizinhos caminham em direção oposta.
A preocupação de analistas é que esse giro à direita possa frear conquistas políticas e sociais que levaram décadas para ser construídas na região. Direitos e avanços que pareciam consolidados voltam a ser tema de debate — e, em alguns casos, de retrocesso.
A América, nesse cenário, vira uma espécie de laboratório mundial para as direitas, com experiências que podem influenciar tendências políticas muito além do continente. O mundo observa com atenção o que acontece por aqui.
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Fonte: ELPAIS