Alemanha

Sobreviventes de câncer na Alemanha pedem o ‘direito de ser esquecido’ para acabar com discriminação

Políticos alemães que já tiveram câncer estão liderando uma proposta para proteger ex-pacientes em remissão de discriminações que, segundo eles, acontecem o tempo todo. A ideia é garantir o chamado ‘direito ao esquecimento’ — ou seja, que o histórico de câncer não possa ser usado contra a pessoa em diversas situações da vida.

Essa discriminação aparece em áreas bem concretas do dia a dia: dificuldade para conseguir empréstimo no banco, barreiras na adoção de crianças e problemas na hora de contratar seguros. Quem já passou pelo tratamento e recebeu alta médica ainda assim sofre as consequências do diagnóstico passado.

A Alemanha tem hoje cerca de 5,5 milhões de pessoas nessa situação — ex-pacientes de câncer que já estão com a saúde em dia, segundo os médicos, mas que continuam sendo penalizadas por causa do histórico da doença. É um grupo grande, e a pressão política vem justamente de dentro dele.

A proposta busca mudar esse cenário dando a essas pessoas o direito legal de não precisar declarar o histórico de câncer em determinadas situações, depois de um certo período em remissão. A ideia já existe em outros países europeus e agora ganha força na Alemanha.

Se a proposta avançar, pode representar uma mudança significativa na vida de milhões de alemães que superaram o câncer mas ainda carregam o peso burocrático e social do diagnóstico. O debate político sobre o tema deve se intensificar nos próximos meses.

Tags: câncer, direitos, discriminação, saúde, alemanha

Fonte: GUARDIAN_EUROPE

Não perca o cafezinho de amanhã

Receba todo dia às 07h um resumo das principais notícias da Europa em português, direto no seu email. De graça.