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Por que atacar hospitais virou rotina em guerras ao redor do mundo — e ninguém parece pagar o preço

O que era impensável virou comum: hospitais sendo bombardeados, profissionais de saúde tratados como alvos legítimos e as leis de guerra ignoradas abertamente em conflitos que vão da Ucrânia ao Líbano. As proteções legais que eram consideradas a base do direito internacional humanitário estão sendo sistematicamente desrespeitadas.

Nesse contexto, Donald Trump anunciou um acordo para o ‘desarmamento completo do Hamas’ em Gaza — mas o anúncio já nasceu cercado de dúvidas. Representantes dos dois lados do conflito apontaram pontos de discordância sobre como o acordo seria implementado na prática, e vários líderes mundiais estão tratando a notícia com cautela.

O cenário mais amplo é preocupante: Israel e Hamas já foram acusados de crimes de guerra durante o conflito em Gaza, e há dois anos o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de prisão contra Benjamin Netanyahu. A operação militar de Israel e dos EUA no Irã também foi repetidamente classificada como ilegal por especialistas.

Esse padrão de impunidade tem um efeito corrosivo: quando as leis são ignoradas e as instituições multilaterais são enfraquecidas, o próprio conceito de ‘ilegal’ começa a perder sentido no cenário global. Normas que levaram décadas para ser construídas estão sendo descartadas em ritmo acelerado.

Enquanto isso, outros focos de tensão seguem ativos: a Espanha enviou tropas extras para Ceuta após milhares de pessoas entrarem no enclave vindo de Marrocos em questão de horas, e um incêndio florestal próximo à usina nuclear de Sizewell B, no Reino Unido, obrigou a evacuação de centenas de pessoas. O mundo está agitado — e o café esfriou.

Tags: guerra, direito internacional, hospitais, hamas, impunidade

Fonte: GUARDIAN_EUROPE

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