Caroline Svensson, do partido Centro (C), é conselheira regional em Norrbotten, no norte da Suécia, e trabalha ao mesmo tempo como enfermeira temporária (hyrsjuksköterska). A situação chama atenção porque uma das suas missões no cargo é justamente reduzir os custos com esse tipo de contratação na região.
A história de Caroline começa com insatisfação: ela se cansou das condições de trabalho como enfermeira contratada diretamente e migrou para o regime temporário, que costuma oferecer salários mais altos e mais flexibilidade. É um caminho que muitos profissionais de saúde suecos têm seguido nos últimos anos.
O uso de enfermeiros e médicos temporários virou um problema sério para várias regiões suecas. Os custos explodem porque as agências de intermediação cobram caro, e a dependência desse modelo acaba criando um ciclo difícil de quebrar — quanto mais profissionais saem do emprego fixo, mais a região precisa contratar temporários.
Agora que está encerrando seu mandato, Caroline diz que está considerando voltar a um emprego fixo — mas só depois de um processo sério de mudança nas condições de trabalho. Para ela, o trabalho temporário não deve acabar, mas precisa existir pelos motivos certos e do jeito certo.
A frase dela resume bem o dilema: “A contratação temporária sempre vai existir. Mas no formato certo e pelo motivo certo.” O caso ilustra a tensão que muitas regiões europeias enfrentam entre atrair profissionais de saúde e controlar os gastos públicos.
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Fonte: SVT_NYHETER