O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou que pretende revisar os níveis de testosterona dos soldados americanos. A medida é a mais recente de uma série de iniciativas polêmicas desde que ele assumiu o Pentágono, e reflete uma obsessão declarada com a ideia de um exército ‘viril’ e masculino.
Hegseth defende abertamente um modelo de forças armadas sem espaço para mulheres em funções de combate e com menos representação de minorias. Para ele, o exército americano teria se tornado ‘fraco’ e ‘woke’ nos últimos anos, e sua missão seria reverter isso — começando pela biologia dos soldados.
A chegada de Hegseth ao cargo foi bastante inusitada: ele era apresentador do canal Fox News e nunca havia ocupado nenhum cargo no governo antes. Sua principal credencial aos olhos de Trump teria sido justamente a lealdade e a telegenia — ou seja, a capacidade de aparecer bem na tela e defender o chefe com entusiasmo.
Desde que assumiu, ele acumula polêmicas. Além da proposta sobre testosterona, já tomou decisões que geraram desconforto dentro do próprio Pentágono, incluindo mudanças em políticas de diversidade e inclusão nas forças armadas. Críticos apontam que ele estaria transformando o maior aparato militar do mundo em palco para uma agenda ideológica.
A tendência é que as medidas continuem chegando. Com o respaldo direto de Trump e uma base conservadora que aplaude cada provocação, Hegseth não dá sinais de que vai recuar. O debate sobre o futuro das forças armadas americanas — e quem tem lugar nelas — promete esquentar ainda mais.
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Fonte: ELPAIS