Sabe aquela fama de que os garçons de Paris são grossos e antipáticos? A jornalista britânica Helen Massy-Beresford, que mora na cidade há muitos anos, resolve botar a boca no trombone: ela acha que o estereótipo não cola. Segundo ela, esses profissionais são competentes e prestam um ótimo serviço — só que às vezes são mal interpretados.
O problema, na visão dela, começa logo na entrada do restaurante ou da loja. Na França, não cumprimentar quem está te atendendo é considerado uma grosseria enorme. E a palavra mágica é simples: ‘bonjour’. Turistas que chegam sem dizer nada estão, sem saber, sendo rudes pelos padrões franceses — e aí fica difícil cobrar simpatia de volta.
Pense bem: em áreas turísticas de Paris, um garçom pode ser ‘ignorado’ dessa forma milhares de vezes por dia. É muita gente chegando sem nem um ‘oi’. Qualquer um ficaria um pouco de cara fechada depois disso, né?
O ponto central do texto é que o que parece frieza ou arrogância francesa é, na verdade, uma diferença cultural. As regras de etiqueta entre desconhecidos na França são mais formais do que em outros países, e isso pode soar frio para quem não está acostumado — a própria autora admite que sentiu isso quando chegou em 2007.
O recado então é simples: antes de rotular o garçom como grosso, tente um ‘bonjour’ com um sorrisinho. As chances de a experiência mudar são bem grandes. Às vezes, a chave para uma boa viagem cabe numa única palavrinha.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE