Bettan Byvald tem mais de 40 anos de experiência em trabalho social no bairro de Angered, em Gotemburgo, e participou do famoso programa de rádio sueco ‘Sommar i P1’. No programa, ela falou sobre temas que, em tempos normais, seriam considerados básicos — mas que hoje soam quase subversivos.
Entre os assuntos abordados por Bettan estão a importância da empatia, sua experiência lidando com pessoas que viajaram para se juntar ao Estado Islâmico (IS) e a ideia de não aceitar os limites que os outros tentam impor a você.
O colunista Gabriel Zetterström, do jornal Dagens Nyheter, ouviu o programa e refletiu sobre o que isso diz sobre o momento atual da Suécia. Para ele, o fato de palavras tão humanas soarem radicais é um sinal do tempo em que vivemos.
O contexto é o de uma Suécia cada vez mais marcada pelo que Zetterström chama de ‘samhälle av angiveri’ — ou seja, uma sociedade de delações, onde denunciar o vizinho virou quase uma política pública, especialmente em questões de imigração e assistência social.
A análise sugere que, quando defender a humanidade básica das pessoas já parece um ato de coragem, vale a pena parar e pensar no caminho que a sociedade está tomando. Bettan Byvald, com sua trajetória de quatro décadas, acaba sendo um espelho incômodo para esse debate.
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Fonte: DN_SE