A Fundação ELA Suécia, criada em nome do lendário jogador de hóquei Börje Salming após sua morte pela doença, arrecadou quase 35 milhões de coroas suecas em doações. Só que uma investigação do jornal Dagens Nyheter revelou que menos de um quinto desse dinheiro foi destinado efetivamente à pesquisa científica.
A missão declarada da fundação é dar um ‘basta na doença’ — expressão usada pelo próprio Salming antes de morrer. Mesmo assim, a maior parte dos recursos não chegou aos laboratórios nem aos cientistas que estudam a Esclerose Lateral Amiotrófica.
A secretária-geral da fundação, Karin Karlström, defendeu o uso do dinheiro explicando que a organização também investe muito tempo e recursos em ações de conscientização, além de encontros com pacientes e familiares afetados pela doença.
Essa divisão de prioridades levanta questões sobre transparência e sobre o que os doadores esperavam ao contribuir em memória de Salming. A ELA é uma doença neurodegenerativa fatal para a qual ainda não existe cura, o que torna o financiamento de pesquisa especialmente urgente.
A investigação do DN deve acender um debate na Suécia sobre como fundações ligadas a celebridades prestam contas ao público e se as doações realmente chegam onde os doadores imaginam que vão.
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Fonte: DN_SE