Em fevereiro de 2016, David Cameron anunciou a data do referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia: 23 de junho daquele ano. No dia seguinte, Boris Johnson — então prefeito de Londres — declarou que iria fazer campanha pelo Leave, o lado que queria a saída. O que veio depois foram cinco meses que ninguém esqueceu.
A campanha reuniu momentos históricos e dramáticos: Johnson abraçando o Vote Leave, o assassinato da deputada Jo Cox e a renúncia de Cameron após a derrota do Remain. Quem estava na linha de frente desse período conta agora, em primeira pessoa, como viveu cada um desses episódios.
O referendo de 2016 ficou marcado como um dos eventos políticos mais divisivos da história recente do Reino Unido. A campanha foi intensa, polarizada e, para muitos analistas, serviu de alerta para o avanço do populismo em democracias ocidentais — tanto que alguns a chamam de “canário na mina de carvão” do populismo global.
O resultado — vitória do Leave com cerca de 52% dos votos — desencadeou anos de negociações, instabilidade política e uma transformação profunda na relação do Reino Unido com a Europa. Cameron deixou o cargo, e o país entrou em uma longa fase de turbulência institucional que se estendeu por governos seguintes.
Dez anos depois, o Brexit ainda é tema de debate: valeu a pena? O que teria sido diferente? As histórias de quem viveu a campanha por dentro ajudam a entender não só o que aconteceu, mas o que aquele momento diz sobre a política de hoje.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE