Dez anos depois do referendo que tirou o Reino Unido da União Europeia, os efeitos do Brexit continuam bem presentes no dia a dia — e principalmente na carteira — dos britânicos. Desde contas de supermercado mais salgadas até viagens internacionais mais complicadas, a vida ficou mais cara e burocrática em várias frentes.
Um dos exemplos mais concretos é levar o cachorro para uma viagem à França: o processo ficou bem mais trabalhoso e caro do que era quando o Reino Unido ainda fazia parte do bloco europeu. Ligações telefônicas feitas durante viagens à Europa também voltaram a gerar cobranças extras, já que as tarifas de roaming, que tinham sido abolidas dentro da UE, não se aplicam mais automaticamente aos britânicos.
Nas compras do dia a dia, o supermercado também sentiu o tranco. Barreiras comerciais e novas exigências alfandegárias entre o Reino Unido e a UE contribuíram para o encarecimento de produtos importados, pressionando ainda mais os preços nas gôndolas — num momento em que a inflação já estava fazendo estrago.
Quem compra ou vende produtos para o continente europeu também passou a encarar uma papelada extra: formulários alfandegários que antes não existiam viraram rotina, tornando o processo mais lento e oneroso tanto para empresas quanto para pessoas físicas.
Com uma década de Brexit no retrovisor, o debate sobre os custos reais da saída da UE segue aceso. Por enquanto, os números mostram que, em muitas áreas do cotidiano, a conta chegou — e continua chegando.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE