O filósofo francês Didier Eribon acaba de lançar ‘Sociobiografía’, um livro em que revisita sua infância na classe operária, as violências que viveu como homem gay e sua trajetória intelectual ao longo dos anos.
No livro, Eribon defende que a experiência mais íntima de cada pessoa é sempre atravessada pela história social e política — ou seja, o que vivemos de forma pessoal nunca está separado do mundo lá fora.
Eribon ficou famoso mundialmente com ‘Retour à Reims’ (Retorno a Reims), obra em que já explorava as tensões entre sua origem humilde e sua vida como intelectual em Paris. Nessa nova publicação, ele aprofunda ainda mais essa reflexão.
A frase que dá título à entrevista resume bem o tom do livro: para o filósofo, o insulto homofóbico não é um episódio isolado — ele acompanha a vida de uma pessoa gay de forma recorrente, deixando marcas duradouras na identidade e na subjetividade.
Com ‘Sociobiografía’, Eribon segue consolidando seu lugar como um dos pensadores mais importantes da França contemporânea quando o assunto é classe social, sexualidade e a relação entre vida pessoal e estruturas de poder.
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Fonte: ELPAIS