Ter câncer de próstata ou hiperplasia benigna não significa o fim da vida sexual. Com o apoio de tecnologia e especialistas em sexologia, é possível manter ereções e orgasmos mesmo depois da operação — o que muda, na maioria dos casos, é a ejaculação, que pode desaparecer ou diminuir bastante.
A cirurgia de próstata pode afetar os nervos responsáveis pela ereção, e a ejaculação retrógrada (quando o sêmen vai para a bexiga em vez de sair) é um efeito colateral comum. Mas isso não impede o prazer: o orgasmo é um processo neurológico separado da ejaculação, e muitos homens continuam a senti-lo normalmente após o procedimento.
Historicamente, a masculinidade foi muito associada à performance sexual e à ejaculação, o que faz com que muitos homens se sintam perdidos depois da cirurgia. Sexólogos apontam que esse é o momento de revisar conceitos como virilidade e repensar o que significa ter uma vida sexual satisfatória — ampliando o repertório e mudando as regras do jogo.
No campo tecnológico, há opções como bombas de vácuo, injeções intracavernosas e implantes penianos que ajudam na ereção. Medicamentos como o sildenafil (o famoso Viagra) também podem ser indicados, dependendo do caso. O acompanhamento médico e sexológico faz toda a diferença para encontrar o caminho certo para cada pessoa.
A mensagem dos especialistas é clara: a operação é um ponto de virada, não um ponto final. Com informação, apoio profissional e disposição para explorar novas formas de prazer, é totalmente possível ter uma vida sexual ativa e satisfatória depois da cirurgia de próstata.
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Fonte: ELPAIS