A Ryanair, maior companhia aérea de baixo custo da Europa, está sendo investigada por cobrar dos pais uma taxa obrigatória para sentar ao lado dos próprios filhos durante os voos. A investigação é do CMA, o órgão britânico de defesa da concorrência e do consumidor.
Segundo o CMA, os termos e condições da Ryanair exigem que pelo menos um dos pais fique sentado junto com as crianças — incluindo crianças com deficiência — e cobram cerca de £8 (aproximadamente R$ 60) por voo por esse “privilégio”. Ou seja: você paga para não ser separado do seu filho.
A questão central da investigação é saber se essa cobrança configura uma cláusula contratual abusiva, o que seria proibido pela legislação britânica de proteção ao consumidor. Em outras palavras, o regulador quer saber se a Ryanair está essencialmente criando um problema para depois vender a solução.
Se a investigação concluir que a prática é ilegal, a Ryanair pode ser obrigada a acabar com a taxa e, dependendo do caso, enfrentar outras consequências regulatórias. Para uma empresa que já é famosa pelas cobranças extras, mais essa polêmica não ajuda nada na imagem.
Por enquanto, a investigação está em fase inicial e a Ryanair ainda não foi condenada por nada. Mas o caso promete agitar o debate sobre as tarifas ocultas das companhias aéreas de baixo custo — algo que incomoda muita gente faz tempo.
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Fonte: GUARDIAN_EUROPE